O fim da parceria.

20 12 2007

Ainda me lembro dos tempos onde a relação cliente e fornecedor era embasada em confiança mutua.

Eu sei que essa frase soa romântica demais, mas eu sou um romântico em todos os sentidos, coisa de italiano.
Mas eu não entendo o porquê de hoje em dia a relação entre as duas pontas ter se desgastado tanto.

Meu pai foi um homem de negócio, fez muita coisa em sua vida, e honrava seus compromissos como um homem sempre deve honrar. Odiava ter que às vezes fazer jogo político. Como não gostava de ser enganado também não gostava de enganar. A idéia, que o que importa é a grana no bolso, era abominada por ele. Perdeu negócios por ser ético. Mas fez amizades verdadeiras.
Onde quero chegar com isso? Explico…

Vivemos em um mundo capitalista onde o lucro é o que movimenta as ações das empresas. Estamos baseados na condição de que para ganhar dinheiro precisamos vender, e pra vender existem duas práticas:

1- Ter talento e criar algo que as pessoas precisem.
2- Ter talento pra convencer que as pessoas precisam do que você vende, mesmo que no final das contas elas não precisam de porra nenhuma. 🙂

Quem aqui já não comprou algo, muitas vezes sem precisar, mas comprou pra satisfazer o ego, como um presente pra si mesmo, como recompensa pelo trabalho, etc… As vezes com uma ajudinha do vendedor. Isso é aceitável. Mas não aceito esta prática no mundo coorporativo, no mundo de serviços, onde vendemos idéias.

Diferente do tempo do meu pai, as empresas tem seguido muito a segundo opção de vendas. Eu tenho uma idéia, altamente impactante, bonita, linda, mas que na prática não vai trazer dinheiro pro meu cliente, é uma barca furada, mas é linda.
Eu monto um espetáculo, envolvo o cliente, e o mesmo se convence com a sua ajuda que não pode viver sem este negócio. E todos ficam felizes… Até o encanto passar. Mas neste momento a sua empresa já esta com a grana, e o cliente pagou por ela porque quis.
Isso tem acontecido muito, e me entristece. Ninguém parece ter mais coragem de dizer ao cliente que uma idéia, apesar de parecer atraente, é um caminho sem volta, perigoso e que vai acabar mal. Ninguém parece mais basear suas idéias no principio mais básico de uma parceria, onde os dois lados ganham. O cliente precisa entender que ele te paga pelo seu conhecimento, pelo seu know-how, pela sua credibilidade. Mas pro cliente entender isso, ele deve ser um parceiro.

Mais que prêmios e dinheiro na conta, as relações deveriam ser baseadas no retorno que meu cliente obteve com a minha idéia, minha idéia que eu vendi fazendo meu cliente acreditar que era uma boa idéia, e o mais recompensador, eu também acredito na idéia.

Concordo que é difícil vender assim, é mais fácil crescer em cima de sonhos do que da realidade, vender gato por lebre.

Este comportamento é raro hoje em dia, como disse acima, um pouco romântico, mas deveria ser assim.





Planejamento.

3 10 2007

Eita palavrinha que causa desconforto, coceira, caganeira e… noites em claro. 😦

Mas afinal, o que é Planejamento? Seria o programador antes de começar a pensar em como fazer uma coisa, saber o que é essa coisa?

Vou contar uma historinha pra vocês. Alguns anos atras eu trabalhava em uma empresa com uma equipe sensacional, talvez uma das mais talentosas equipes que já fiz parte, e tudo começou ir por água abaixo quando o CIO resolveu um dia demitir nosso diretor de TI que era o grande responsável pela equipe ser o que era. O motivo? O diretor de TI era muito competente creio eu.
Mas voltando a história, entrou no lugar uma diretora. Nada contra as meninas, é só pra ser fiel a história.
Logico que pela rádio peão já corria histórias tenebrosas sobre a moça. Até que um dia eu mesmo fui o protagonista de uma delas. Tenho que dizer que o diálogo que vocês vão acompanhar agora foi o motivo pelo qual me demiti dias depois:

Chefe: Oi Pietro, tudo bem? Vem cá, precisamos fazer um indexador pra um conteúdo do cliente X, tudo bem?
Eu: Tudo

Chefe: Ótimo, Sexta feria é o Dead-Line. Qualquer problema me avisa (Era Quarta Feira a noite)
Eu: Legal, tenho uma dúvida. Como você esta pensando em fazer?

Chefe: Não sei, porque?
Eu: Bem, você me deu o prazo, achei que já tivesse tudo planejado. Porque eu não tenho a puta idéia de como fazer, imagina entregar pronto pra Sexta. Há uma séria de complicações ai.

Resumindo, eu já tinha meio que engatilhado outra emprego, e este foi o empurraõzinho que eu precisava pra dar o fora.

Mas se todos sofrem com a falta de planejamento porque então não planejar? Existem várias respostas: Falta de planejamento da própria empresa, não entende o que o cliente quer, fala pro cliente que tudo é possível pra ontem, concorrência desleal só pra ganhar o trabalho. São inúmeros os motivos de falta de planejamento mas se for pra pegar um eu fico com a falta de planejamento na própria empresa.
Fazer software não é facil, é uma ciência,alguns diriam uma arte. Para deixar o pessoal de projetos de cabelo em pé diria que fazer um software é como construir um prédio. Um software ruim é como um prédio do Sérgio Naya, vai cair, e dar manutenção é uma tarefa quase impossível.

Só pra matar a curiosidade de vocês, eu fiz o tal indexador antes de sair. Levei 5 dias e usei o então beta version do Lucene. Ficou muito bom por sinal. Preciso dizer que nunca entrou em produção?





A primeira vez

3 10 2007

Olá. Esta é minha primeira vez… errr… Postando em um Blog só meu.

Agradeço o amigo Michael Nascimento (aka mister__m)  que tanto insistiu que eu fizesse um blog para falar sobre programação, pois segundo ele eu tinha uma visão interessante pelo fato de ser um programador que gerencia. Tá legal então. 🙂